A biblioteca virtual do IPCB vem colmatar a inexistência de uma biblioteca central e juntar na mesma plataforma os recursos bibliográficos da instituição. Qualquer um dos 50 mil livros das seis bibliotecas pode agora ser procurado na Internet.
As seis bibliotecas do IPCB vão ficar ligadas em rede
(foto: Isadora Oliveira/ESART)
Até há pouco tempo, cada uma das seis bibliotecas das escolas do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) funcionava de forma autónoma. A partir de agora, todas elas vão estar ligadas através de uma plataforma informática a que se pode aceder através de um qualquer computador ligado à Internet. Segundo Maria Eduarda Rodrigues, responsável pelo projecto, a nova biblioteca virtual da instituição visa criar um espaço “dinâmico e interactivo que possa interessar à comunidade estudantil, docente e não docente do IPCB”, colmatando a ausência de uma biblioteca central e unificando os critérios de catalogação dos documentos disponíveis. “Devido à dispersão das unidades orgânicas, é muito complicado pensarmos numa biblioteca central”, esclarece a bibliotecária responsável pelas bibliotecas da Escola Superior de Educação e da Escola Superior de Tecnologia. “Temos antes de pensar numa plataforma digital.”
Para facilitar o acesso dos alunos toda a informação disponível em qualquer uma das bibliotecas do IPCB – cujo acervo oscila entre os 40 e os 50 mil títulos monográficos e entre as 150 a 200 revistas em assinatura – não foi necessário proceder a grandes alterações na plataforma já existente, até porque as bibliotecas já utilizavam um formato normalizado, tendo sido apenas criado um regulamento comum.
Para além de permitir localizar individualmente ou em todas as bibliotecas documentação que cobre uma vasta área do saber – da saúde às artes, passando pela agricultura e pelas tecnologias –, utilizando para isso diversos campos de pesquisa, o portal da biblioteca virtual do IPCB contém também informação genérica sobre as normas de catalogação, bem como atalhos para outros portais, catálogos de publicações e bases de dados temáticas. Tudo actualizado em permanência. “Este espaço vai permitir aceder aos acervos das respectivas bibliotecas, que serão carregados e actualizados diariamente”, acrescenta Maria Eduarda Rodrigues.
Outra das funcionalidades da futura biblioteca virtual será o empréstimo personalizado, permitindo que o transporte dos documentos entre as bibliotecas reais se faça sem a deslocação dos estudantes. “Os alunos poderão requisitar um livro de outra escola sem terem de se deslocar e sem terem de utilizar o empréstimo inter-bibliotecas.”
A plataforma já está a funcionar, visto que as bases de dados foram entretanto disponibilizadas pela empresa Digitalis, mas a inauguração oficial da biblioteca virtual só deverá acontecer no final do mês de Fevereiro, aquando a apresentação pública do campus e da secretaria virtuais, três novos serviços digitais que podem ser acedidos a partir do portal do IPCB. Para já está a ser feita a formação dos recursos humanos que irão ser responsáveis pela actualização da plataforma bibliográfica. “Como na Internet a informação se desactualiza muito rapidamente, estamos a fazer a validação periódica dos sites disponíveis, bem como a substituir e acrescentar outros importantes para as áreas de investigação e leccionação dos utilizadores do IPCB”, esclarece aquela responsável.
Os recursos da biblioteca virtual deverão ser disponibilizados não só aos estudantes e docentes do IPCB, mas também ao público em geral. “A abertura à comunidade deve ser feita, porque a biblioteca é também o rosto da escola e do instituto”, defende Maria Eduarda Rodrigues. “As condições de acesso é que terão de ser ligeiramente diferentes para os utilizadores externos.” A bibliotecária não coloca de parte a possibilidade de vir a ser estabelecido um protocolo de cooperação com a nova biblioteca municipal da cidade, tudo desde que existe interesse de parte a parte.
Maria Eduarda Rodrigues, responsável pela biblioteca virtual
(foto: Isadora Oliveira/ESART)
Biblioteca da ESART muda-se para a ESA
A biblioteca da ESART, actualmente a funcionar numa das salas do edifício principal daquela escola, vai ser transferida para a ESA. A mudança deverá estar concluída em Março, no arranque do segundo semestre lectivo. “A biblioteca vai funcionar num espaço climatizado, mais agradável e com melhores condições de trabalho”, adianta Maria Eduarda Rodrigues. “A adaptação será um pouco difícil para os alunos, mas a partir do momento em que estes se apercebam das potencialidades que vão ter no novo espaço, ficarão muito mais satisfeitos.”
Apesar da infra-estrutura em comum, o fundo da biblioteca da escola de artes não vai ser integrado no da escola agrária, até porque obedece a um esquema classificatório diferente. “Vamos criar um espaço próprio porque assim vai ser muito mais fácil aos utilizadores utilizarem o espaço em toda a sua potencialidade”, acrescenta aquela responsável.
Jorge Costa
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Portal da biblioteca virtual do IPCB
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Entrevista Maria Eduarda Rodrigues (2'21'')